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terça-feira, 10 de abril de 2012

Mina responsa, respeitada pelos manos de Itu.

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“Os olheiros ficam na esquina e comunicam-se através de celulares, sinais e assovios. Ficam em um bar próximo...”

O trailler Tico e Teco lanches, localizado na Avenida Caetano Rugieri em frente ao Supermercado Alvorada, era o lugar indicado por aquela ligação anônima para o Disk Denúncia de Itu. O endereço citado nas ligações era a residência de Aparecida de Fátima Correa Lopes, na rua Luiz Alberto Rodrigues de Oliveira, 496, no Bairro Jardim São José.


A Polícia Militar também recebeu diversas ligações informando daquele ponto de trafico. Várias viaturas participam do cerco. Lá chegando os policiais avistam dois rapazes no portão da casa, os quais foram abordados e revistados, eram: Denis Alexandre Leme e Júlio Correa Lopes.

Denis Alexandre Leme estava com dez reais e nada de ilegal consigo. Segundo ele estava lá para dar uns beijinhos na garota que morava naquela casa, uma menina de doze anos que realmente é uma garota saltense muito bonita e simpática. Ela mesma conta que “faz coisas” com os homens que conhece na “rua da bica” para conseguir dinheiro para as drogas. Seu nome é conhecido e respeitado pelos nóias da região, e de fato estava na casa, levada para a delegacia, seu pai foi chamado, mas negou-se a retirá-la, pois ela se recusa a lhe obedecer e foge.

Todos os que frequentam aquela casa são usuários de algum tipo de droga, como declara Érica Prado Cita Martins, viciada em crack e que frequenta o local há oito anos: “... íamos lá para o uso comunitário de entorpecentes e tomar cerveja.”. Edson Milhassi Júnior, confirma e conta que não mais usava drogas, “mas seu filho está com uma espécie de câncer maligno na cabeça... como ouviu dizer que naquela casa havia drogas”, ele foi conferir.

Era no portão desta casa que Denis e Júlio estavam sendo revistados. Com Júlio foi encontrado R$ 59,00 e uma pedra de crack. O que por si só não configuraria o tráfico, mas o fato de Denis estar com os dez reais em uma mão e Julio estar segurando uma pedra de crack, foram considerados pelos policiais indícios suficientes para prendê-lo.

Enquanto ocorria a prisão, uma garota apareceu na porta da casa, e vendo a policia, voltou correndo para dentro. Um dos policiais percebeu e foi em seu encalço, chegando ao quarto encontrou duas mulheres e a menina, assim como 32 porções de cack embaladas individualmente e 20 ampolas de cocaína.

Posteriormente, espalhados pela casa foram encontrados diversos cachimbos improvisados para uso de drogas e duas porções de maconha, e na edícula no fundo da casa haviam duas balanças e dois pacotes de amido de milho utilizados para “batizar” os entorpecentes.

Uma das mulheres era a dona da casa, Aparecida de Fátima, mãe de Júlio, que estava fora do sistema apenas há dois meses e segundo ele só estava ali de passagem. Tudo indica que a menina era usada como mula no tráfico, e Júlio já foi condenado em 1999 por usar um garoto em um esquema de tráfico semelhante.

Sua advogada, Drª. Camila de Campos, diz que todos os indícios indicam que o tráfico era feito apenas pela garota e sua mãe, e que ele estava apenas “no local errado e na hora errada, e que ele jamais se associou ao tráfico de drogas”.

Bem, agora caberá a Justiça decidir, enquanto isso, mãe e filho ficam em segurança, atrás das grades.

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